Entenda a importância da vacinação combinada ao lockdown

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Entenda a importância da vacinação combinada ao lockdown
Por Camila Naxara | Publicado em 8 de março de 2021 ás 13:53

O atual cenário brasileiro em relação à pandemia é muito preocupante. Com um ritmo lento de vacinação, ausência de lockdown e transmissão descontrolada, o país está se tornando uma “Fábrica” de variantes superpotentes.

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Em outras palavras, se não fizer lockdown, o contato entre vacinados e variantes proporcionará o surgimento de mutações mais perigosas, capazes de driblar a eficácia das vacinas.

Além disso, quando essas variantes entram em contato com pessoas que já foram infectadas, ocorre uma pressão para que elas sofram uma mutação e assim, encontrem uma forma de reinfectar pessoas anteriormente imunizadas; ou seja, medidas de contenção são necessárias durante a vacinação da população.

Portanto, o uso de máscaras, higienização das mãos, lockdown e vacinação, são importantes para barrar novas transmissões e impedir que variantes potencialmente perigosas acabem surgindo.

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Segundo pesquisadores da universidade Imperial College London e da Universidade de Leicester, o que ocorre no Brasil é uma combinação fatal. Vacinação em ritmo lento, variante com a mutação E484k (que dribla anticorpos) e altas taxas de infecção.

A mutação E48K está presente na variante de Manaus. Ela atinge justamente o principal ponto de ligação entre o vírus e as células, reduzindo assim, a eficácia dos neutralizantes. Sobretudo, os especialistas dizem que, sem medidas de controle, a variante de Manaus pode acabar por substituir o vírus original.

A P1, variante brasileira, pode se tornar predominante em todo o território nacional, além de gerar ondas epidêmicas.  

MENOS LOCKDOWN, MAIS VARIANTES BRASILEIRAS

Pelo menos 10 estados brasileiros já possuem a circulação de P1, que é também responsável pela maior parte das infecções atuais em Manaus.

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A P1 está se espalhando (de forma rápida) por todo território brasileiro e outros 25 países já detectaram a variante. A entrada de brasileiros está proibida em vários países e especialistas afirmam que o Brasil ficará isolado do mundo se o governo brasileiro não agir logo.

O Brasil está se tornando um celeiro de variantes, pois não está controlando  as transmissões. As mutações estão ocorrendo por seleção natural (processo de evolução do vírus para se adaptar a “adversidades”). Nesse sentido, a situação revela todo o descontrole de um país que coloca em risco sua nação e as demais.

Só há um caminho de garantir a segurança e a vida da população; por meio de vacinação em massa e limitar a transmissão (lockdown), diminuindo assim as chances de variantes surgirem. Essas medidas de controle e prevenção são ESSÊNCIAIS na batalha contra o vírus.

O governo brasileiro está errando feio no controle da covid-19. No entanto, nosso presidente insiste em discordar da ciência e segue negando a doença e estimulando a população a continuar sua vida normalmente. Questiona o uso de máscara e aposta em cloroquina e spray, que já foram comprovados ineficazes na cura e prevenção contra o covid-19.

Como o Brasil vem agindo ante a pandemia

O Brasil se encontra em último lugar no ranking de países com melhor gestão da crise, de acordo com o Instituto Australiano Lowy. Nosso país já registra 262.948 mortes, atrás apenas dos Estados Unidos, com 501.890 óbitos.

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Os dois países mais populosos e com maior número de mortos do continente americano, tem algo mais em comum: seus líderes omissos, mentirosos e negacionistas.

Entramos no mês de março, em 47° lugar, no ranking da vacinação mundial. Pressionado, Bolsonaro, ainda em janeiro anunciou que, no mês de fevereiro seríamos o país com maior número de vacinados (ahaaaaam).

Durante todo o desenvolvimento da CoronaVac, Bolsonaro ridicularizou a ciência e demonizou a vacina dizendo que: a tal vacina chinesa do Dória, causava mortes, anomalias e invalidez. Retardou ao máximo o registro da CoronaVac no País. Além de, depreciar e desprezar a vacina da Pfizer.

No dia em que o registro de óbitos por coronavirus, foi de 1582 pessoas no Brasil, Bolsonaro menosprezou o uso de máscara e o isolamento social. Entretanto, ambas medidas se mostraram eficazes e foram recomendadas por sanitaristas para conter o avanço do vírus.

Bolsonaro se mostra totalmente contra o lockdown e os governantes que apoiam a medida. Segundo o (des)Presidente, os prefeitos e governadores que implantassem a medida de contenção, deveriam pagar o auxílio emergencial para os cidadãos, já que estes querem manter as pessoas trancadas em casa.

Não existe um plano estratégico do governo para o enfrentamento da COVID-19. Ao contrário, vemos sim, um plano de MORTE. Afinal, o que esperar de um presidente que desdenha do vírus e zomba dos mortos por covid? Nada, pra ele é tudo mimimi.

A ocupação de leitos de UTI supera 80% em mais da metade dos estados brasileiros. O número de mortes diárias no Brasil, não para de subir e bater novos recordes. Na quarta (3), foi 1,9 mil mortes em apenas um dia. O maior número de óbitos desde o início da pandemia.

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