Um pouco da minha admiração por ti

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Um pouco da minha admiração por ti
Por Redação | Publicado em 28 de junho de 2016 ás 01:48

admiração

Um pouco da minha admiração por ti

Tu guria, que saiu e voltou pra minha vida, és mais do que apenas uma guria. Tu és a guria. Que despertou em mim sentimentos que julgava não ser mais capaz de sentir. Digo mais: despertaste em mim sentimentos que nunca imaginei que eu poderia sequer sentir. Encontrei na sua presença o gatilho que ativou na minha memória as promessas que fiz à mim mesmo tempos atrás. Na época que eu dizia que queria um amor apenas na vida. Que fosse único, intenso e duradouro. E quando chego a quase lamentar o quanto me demorei em perceber que já havia te encontrado, recobro os sentidos e penso nas coisas que repito mentalmente, escrevo nos meus textos, porém quase nunca realmente faço: ser grato pelas coisas por terem sido exatamente quando foram.

Fosse antes que tivéssemos nos apaixonado um pelo outro, vai saber o que seria de nós agora. Tudo é tão maluco, mas tão maluco que eu entrei nesse ano um pouco perdido com as desilusões das noites e vou sair dele completamente encontrado. Contigo, que torna meus dias mais leves. E comigo: hoje olho no espelho e sei quem eu sou. Peguei por mania repassar mentalmente todos os nossos encontros sempre que te levo embora. E em cada nuance dos meus erros vou pensando em soluções pra me tornar, então, alguém de qualidades bárbaras pra ti. E nem adianta me falar que não precisa: é automático, é uma necessidade e um vício; fazer as coisas pensando em ti.

Só queria te fazer entender o magnetismo que tu tens aqui nesse velho coração. Quando eu recebia as inspirações para minhas criações, sempre vieram-me mensagens que falavam em olhos verdes, sorrisos sinceros, paixões incandescentes. Estaria eu repetitivo? Isso eu me perguntava. Por que aquela atração emblemática por elementos assim? E aí algo me colocou a te rever de outra forma e tudo fez sentido; alguém sussurrava no meu ouvido que meu futuro estava ali na minha frente e eu não vi antes por alguma razão. Qual? Ainda não sei. Meu palpite é que faltava apenas amadurecimento suficiente pra receber o furacão que és tu dentro de mim. Se eu já sou maduro? Não. Mas agora quero crescer contigo. Só contigo.

Tu eletriza a minha vida, incendeia minhas expectativas. Não somos perfeitos nem feitos um pro outro. Somos água e vinho. Juntos e distantes, planetas a parte. Você é a terra e eu sou marte. Eu quero você assim mesmo, diferente de mim. Porque o que é igual não encaixa e eu já me sinto perfeitamente encaixado em ti. E tu em mim? Mais do que isso: marcada a ferro, tatuada no meu peito. Te trouxe pra minha vida, construi uma fortaleza pra ti, passei um cadeado e deixei a chave na tua mão.

Joga fora agora essa chave! Joga que eu vou falar um pouco da minha admiração por ti.

 

Autor: Paulinho Rahs
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